quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Senti um arrepio, procurei os teus braços sobre os meus ombros. Já não me lembrava que já não tinha o calor do teu corpo para me aquecer. Ainda estás tão presente na minha mente que não consigo distinguir com a realidade. Paro na duna, lembro-me do cobertor que nos resguardava naquela noite tão fria. Mesmo com os corpos congelados sem os conseguir controlar enquanto eles tremiam, não queria estar noutro lado sem ser ali. Naquela noite que nem se quer lá devia estar, em que fui adiando e adiando a despedida . Tudo porque queria estar contigo, mais um pouco e sempre mais um pouco ... Todas aquelas desculpas esfarrepadas dadas aos outros porque era um segredo nosso querermos estar juntos, a tua barba que desde sempre me fez delirar *.* Coisas tão simples mas ao mesmo tempo tão complexas, que agora tornam-se distantes.

Sem comentários:

Enviar um comentário